segunda-feira, 21 de maio de 2012

KADHAFI ERA APENAS UM


Lendo a respeito da morte do líder Muammar Kadhafi, ex-governante da Líbia, dois comentários me fizeram refletir mais apuradamente. O primeiro diz que Kadhafi, apesar de toda autoridade e imponência que demonstrava ter, cultivava uma imagem de homem puritano, sofrido, oriundo do deserto. Esse é o modelo da história do menino pobre, marcado pelo sofrimento, que venceu na vida. O segundo, descreve um Kadhafi, contrariando a sua imagem autoritária e extremista, inseguro e depressivo.

Confesso que na minha experiência de vida tenho encontrado alguns “Kadhafis”, e isso foi o que me fez escrever este comentário, que agora compartilho com todos neste espaço. Essa história de menino bom, sofrido, abandonado por todos, que dribla as dificuldades e se torna um vencedor é mais comum do que parece. Será que estou falando de algo muito longe da nossa realidade? Será que isso acontece só na Líbia? Não, claro que não! Olhe ao seu redor e encontrará um “Kadhafi”em minuatura bem perto de você. Aquele que apavora os seus liderados com as suas ações, mas, no íntimo de sua solidão, não passa de um ser humano inseguro e depressivo, triste e despreparado.

Outro dia ouvi de um grande palestrante, que me reservo o direito de não citá-lo agora, que toda timidez esconde um caráter arrogante e dominador. Kadhafis! Apenas Kadhafis. É claro que não se deve generalizar, porém, há verdade neste pensamento. Muitos, em todas as esferas de relacionamentos, que desfrutam o doce sabor do poder, muitas vezes são tímidos arrogantes que se escondem atrás da capa do menino puritano e sofrido e, de seu quartel general particular, espalha terror sobre os outros. O medo de perder o transforma numa pessoa insegura, em um ditador inconsequente. Eles não conseguem conviver com o pensamento de que um dia podem voltar ao deserto de onde vieram.

Um simples ser humano que pensa torna-se inimigo do “rei”. É proibido pensar, ter ideias próprias no território de um “Kadhafi”. Ditadores não toleram diferenças. Observe que, quem tem pensamentos kadafianos, exige dos outros uma conduta segundo a sua vontade. Qualquer atitude contrária a isso é considerada traição punida com pena de morte.

O mundo está livre de mais um ditador. Muammar Kadhafi está morto. Até que matar o homem Kadhafi não foi tão difícil assim. Um pouco de estratégia militar e perseverança trouxeram o êxito esperado. Porém, penso que o mais difícil é matar essa ideologia ditatorial que está impregnada no DNA do ser humano em todos os lugares do mundo. Para isso só há uma solução: a essência do amor de Deus na vida.

Um comentário:

Julia Rodrigues disse...

Parabéns pelo blog e pelo post...acho muito aproveitável além de nos atualizarmos com as notícias pensarmos e analisarmos até que ponto estamos inseridos nelas e quais lições podemos tirar, afim de entender o ser humano e suas relações!